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Lançado o Centro de Cultura e Memória do Jornalismo

10/04/2008


Em um auditório da Academia Brasileira de Letras (ABL), casa fundada por dois jornalistas – Evaristo da Veiga e Hipólito da Costa – e presidida por outro – Cícero Sandroni –, foi lançado, na noite de quarta-feira (09/04), o Centro de Cultura e Memória do Jornalismo, no Rio de Janeiro. De início, o Centro existirá na internet, mas o governo do Estado se comprometeu em ceder um prédio para abrigar o acervo físico na segunda fase do projeto.

A idéia do Centro nasceu há quatro anos no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, que contou com o patrocínio da Petrobras para criá-lo. Será estabelecido um núcleo de memória, com acervo histórico e depoimentos de profissionais, acessível por site. Estão previstos para breve um seminário e um livro com os depoimentos.

Uma empresa já foi contratada para pesquisa e reunião do acervo. Um grupo de jornalistas – Marcelo Beraba, Luiz Garcia, Cícero Sandroni, Ana Arruda Callado, Evandro Teixeira e Regina Zappa – serão consultores do desenvolvimento do Centro. A iniciativa espera beneficiar não só estudantes e pesquisadores, mas toda a sociedade.

Lançamento
A cerimônia de lançamento foi conduzida por Sidney Rezende. Um vídeo, com frases de diversos jornalistas, foi apresentado. Marcos Sá Correa lembrou o desenvolvimento tardio da imprensa no Brasil, e como blogs hoje representam o que eram os panfletos até o século passado. Ana Arruda disse que preservar a história da imprensa nada mais é que preservar a história. Luiz Garcia lembrou que fatos do passado são essenciais para entender novos fatos. Evandro Teixeira citou os arquivos perdidos de publicações já extintas, que podem ser preservadas. Sérgio Chapelin deu um exemplo pessoal: passou 20 anos na apresentação do Jornal Nacional, e muitos não se lembram. Regina Zappa aposta que o centro pode melhorar o jornalismo atual.

Murilo Melo Filho representou a ABL, lembrando vários jornalistas também escritores e atuação do sindicato e da ABI em campanhas como “O petróleo é nosso”, Diretas Já e no impeachment de Collor. Suzana Blass, presidente do sindicato, citou o comprometimento do governador Sérgio Cabral com o projeto. Suzana Tatagiba, representante da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), deu a idéia de uma regionalização do centro, levando-o para vários estados. Lucio Pimentel, gerente de imprensa da Petrobras, prometeu levar a sugestão para a empresa. Ricardo Cota, secretário de comunicação do governo estadual, deu o desafio de registrar a imprensa feita hoje na web.



Fonte: Portal Comunique-se


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